Este site utiliza cookies para permitir a mudança de língua e o armazenamento dos seus imóveis favoritos. Ao utilizar este site, concorda que o mesmo utilize cookies.

Governo quer polícias a identificar prédios vazios em risco

25 Fev 26

S- Prestige

Objetivo passa por sinalizar, em articulação com os municípios, imóveis devolutos ou que aparentam abandono passíveis de ocupação indevida

 

imóveis devolutos
Foto de Anton Murygin no Unsplash
 

 

O Governo quer que as polícias se articulem com os municípios para identificar imóveis devolutos em risco de ocupação indevida, de modo a prevenir usurpações, segundo a proposta de lei que orienta a política criminal para 2025-2027.

Na proposta aprovada em Conselho de Ministros na sexta-feira (20 de fevereiro) e remetida em seguida à Assembleia da República, consultada pela Lusa, o executivo estabelece que "as forças e os serviços de segurança desenvolvem e executam, em articulação com as entidades intermunicipais e os municípios, ações de prevenção e acompanhamento do crime de usurpação de coisa imóvel" (prédios, moradias e similares).

Estas ações incluem a "identificação de imóveis devolutos ou que aparentam abandono passíveis de ocupação indevida", a "articulação com os serviços de ação social e habitação pública e municipal, sempre que estejam em causa situações de vulnerabilidade social", e "partilha de informação relevante entre entidades públicas" sobre o fenómeno.

A inclusão da prevenção deste ilícito entre as prioridades até 2027, ao qual é dedicado um capítulo autónomo, é justificada com o "impacto social" do crime.

A criminalidade violenta, a violência doméstica e a corrupção são alguns dos crimes que se mantêm como prioritários em relação à Lei de Política Criminal para 2023-2025, com o combate ao ódio, à sabotagem ou a ataques a infraestruturas críticas e à violação das sanções impostas à Rússia no âmbito da invasão da Ucrânia a constituírem as principais novidades.

O diploma terá ainda de ser discutido e aprovado na Assembleia da República, podendo sofrer alterações.

 

Fonte: Lusa

Notícias
Semelhantes

Vender e comprar casa: perguntas e respostas sobre mais-valias imobiliárias

As mais-valias imobiliárias são o lucro da venda de uma casa e podem estar sujeitas a IRS. O imposto depende do cálculo entre compra e venda, mas pode ser reduzido ou evitado se houver reinvestimento noutra habitação própria permanente.


Rendas, despejos e heranças indivisas: Governo aprova novas regras

Governo português aprovou novas medidas para a habitação com o objetivo de aumentar a oferta de casas no mercado. Entre as mudanças estão processos de despejo mais rápidos em casos de incumprimento de renda e novas regras para resolver heranças indivisas, permitindo desbloquear imóveis que estão parados e colocá-los no mercado.


Pacote de medidas para habitação já foi aprovado: O que muda em 4 pontos

O Parlamento aprovou, na generalidade, um novo pacote de medidas do Governo para a habitação. As principais mudanças incluem a redução do IVA de 23% para 6% na construção e reabilitação de casas destinadas a venda ou arrendamento com rendas moderadas, e a redução do IRS de 25% para 10% para senhorios de habitação com rendas até um limite definido.


Planos para habitação de Portugal e Bruxelas: o que os une e separa

Portugal e a União Europeia partilham o objetivo de aumentar a oferta de habitação acessível e acelerar licenciamentos, mas diferem na abordagem: Portugal aposta em medidas fiscais e regulação nacional, enquanto Bruxelas foca-se no financiamento europeu e investimento à escala comunitária.